CULTURAS

Sorgo: Alternativa rentável, segura e sustentável

Autor: Cássio Freitas Gozuen (Consultor Especialista Cereais)

O cooperado da Coopercitrus vem sendo desafiado por riscos econômicos e climáticos na busca por melhor rentabilidade e sustentabilidade, procurando oportunidades que tragam maior segurança para a atividade agrícola. Nesse ambiente desafiador e complexo, uma cultura se destaca: o sorgo.

A segurança em meio a riscos e variações climáticas, o baixo custo de produção e o mercado crescente são pontos que influenciam o planejamento de safra em todas as regiões — com destaque para o sorgo principalmente onde a Coopercitrus atua. Os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso respondem por aproximadamente 75% da área cultivada de sorgo no Brasil, saltando de 1.107.000 de hectares cultivados na safra 2015 para uma projeção de 2.000.000 de hectares em 2025. 

O sorgo é rústico, naturalmente adaptado para aproveitar ao máximo a disponibilidade hídrica e conserva água dentro da planta por mecanismos diferenciados das demais culturas. Necessita de apenas 1/3 da demanda hídrica em relação ao milho, resiste melhor à seca por mecanismos como maior cerosidade da folha, maior número de estômatos de menor tamanho (mais eficientes em reter água), e um maior número de raízes e radicelas que exploram o solo, buscando e absorvendo mais água. Assim, o sorgo é seguro em ambientes de solo arenoso e responsivo em ambientes menos impeditivos com solo argiloso.

Os custos de produção de sorgo são menores quando comparamos a outras culturas, sendo de 20% a 30% inferiores ao custo de produção de milho. Isso se deve, em parte, à alta eficiência na absorção de água e nutrientes, o que gera melhor aproveitamento do fertilizante aplicado. É uma das culturas mais eficientes em extração e aproveitamento de nutrientes; os híbridos modernos são altamente responsivos à fertilização balanceada.  O menor custo de aquisição de sementes equilibra os custos, sem a necessidade de pagamento de royalties. O ciclo curto, com 115 a 125 dias da semeadura à colheita, implica em menor necessidade de tratos culturais frente a culturas mais tardias, apresentando níveis de produtividade e rentabilidade de capital investido altamente competitivos e atrativos.

Mercadologicamente, a cultura se destaca com demanda crescente e fácil comercialização. A indústria de carnes necessita de 10% de grãos alternativos para balancear rações, onde o sorgo reduz até 5% o custo final da ração, livre de aflatoxinas — o mesmo percentual energético do milho e mais rico em proteínas (Embrapa). Além desse mercado, a possibilidade de silagem de sorgo é viável para regiões com menor disponibilidade hídrica. 

Além do consumo em alimentação animal, a cultura se destaca na produção de etanol em indústrias recém-ativadas, onde unidades instaladas no centro-oeste já utilizam o grão na produção desse combustível. Cerca de 20% do etanol produzido é oriundo do processamento de sorgo, um número que poderia ser superior a 40%, mas é limitado pela disponibilidade regional, ou seja: há uma demanda aquecida.

A abertura da China para a compra de sorgo brasileiro em 2025 se destaca, com habilitação de empresas brasileiras para exportação de sorgo, assinatura de acordos comerciais e abertura do mercado chinês, o maior comprador mundial para o Brasil, que, por sua vez, é o terceiro maior produtor do grão.

Atenta a esse cenário e buscando resultados sustentáveis aos cooperados e sociedade, a Coopercitrus lança o AA327, um novo híbrido altamente rústico, sadio e com teto produtivo elevado, chegando somente aos cooperados de forma inteiramente exclusiva pela parceria com a Sementes Analyce, integrando um novo produto com soluções inovadoras e agregando valor ao sistema agropecuário.

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