A cafeicultura faz parte da história da família de Guilherme Vicentini há quase um século. Integrante da quinta geração de produtores de café em Altinópolis (SP), o engenheiro agrônomo leva ao Conselho de Administração da Coopercitrus a experiência adquirida no campo e em entidades representativas para contribuir com as estratégias da cooperativa voltadas à cultura.

Além de produtor rural, Vicentini é presidente do Sindicato Rural de Altinópolis e coordenador da Comissão Estadual do Café, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Sua atuação reúne conhecimento técnico, experiência prática e visão estratégica para representar as necessidades dos cafeicultores na governança da Coopercitrus.

“Nossa família vive da cafeicultura há quase um século. Poder contribuir com a cooperativa, levando a realidade dos produtores, é motivo de muito orgulho”, afirma Vicentini.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, Matheus Marino, essa proximidade com o campo é essencial para o trabalho do colegiado.

“O Conselho de Administração tem a função de trazer para dentro da cooperativa as necessidades e as dificuldades que o produtor enfrenta no dia a dia. Isso permite direcionar o trabalho da Coopercitrus e garantir que nossas estratégias estejam alinhadas à realidade do campo”, destaca.

Formação técnica e compromisso com o cooperativismo

Formado em Engenharia Agronômica pelo Centro Universitário Moura Lacerda, em Ribeirão Preto (SP), Guilherme Vicentini possui pós-graduação pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e MBA em Agronegócio pela Universidade de São Paulo (USP).

Para o conselheiro, a formação acadêmica e a vivência na propriedade rural são ferramentas complementares para contribuir com o desenvolvimento da cooperativa e dos cafeicultores.

“Procuramos colocar toda essa experiência em favor da cafeicultura da nossa região. A Coopercitrus teve papel fundamental quando incorporou a Cooparaíso (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso). Naquele momento, cerca de 5.000 cooperados foram preservados de prejuízos financeiros, independentemente dos valores que possuíam. Isso mostrou a força do cooperativismo e aumentou ainda mais nosso compromisso com a cooperativa”, afirma Vicentini.

Café ganha protagonismo na Coopercitrus

Quando comparada a outras cadeias produtivas, o café vem conquistando espaço estratégico na cooperativa.

Para Vicentini, além da relevância econômica, a cultura promove desenvolvimento regional.

“O café tem uma importância muito grande para o faturamento da cooperativa, mas vai além disso. Onde a cafeicultura está presente, os municípios apresentam maior geração de renda e desenvolvimento. Esse também é o papel do cooperativismo: fortalecer o produtor e impulsionar a economia das regiões”, ressalta o conselheiro.

Marino ressalta que a presença de um especialista em cafeicultura no Conselho fortalece as decisões estratégicas da cooperativa.

“O café é um negócio relativamente novo dentro da Coopercitrus e contar com o conhecimento do Guilherme é fundamental para construirmos uma estratégia consistente. Queremos ampliar nossa atuação na exportação, fortalecer os cafés especiais, investir em armazenagem, beneficiamento e gerar ainda mais valor para os cooperados”, afirma o presidente.

Estratégias para valorizar o produtor

Vicentini destaca que a Coopercitrus vem estruturando ações específicas para atender às necessidades dos cafeicultores, oferecendo soluções comerciais e valorizando a produção dos cooperados.

Entre as iniciativas estão as operações de barter, o armazenamento com preservação da identidade dos lotes e o desenvolvimento de estratégias para comercialização e exportação.

“A cooperativa está empenhada em fazer com que o café cresça cada vez mais. As estratégias de barter, o cuidado em preservar a identidade dos cafés armazenados e a seriedade na condução desse trabalho fazem com que o produtor se sinta valorizado e respeitado. Isso fortalece nossa confiança e mostra que estamos no caminho certo”, destaca Vicentini.

Para o conselheiro, o avanço da cafeicultura dentro da Coopercitrus representa uma oportunidade de ampliar a competitividade da cooperativa nos mercados nacional e internacional, ao mesmo tempo que oferece mais segurança, estrutura e alternativas aos produtores.

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