Resultados do Campo Digital mostram ganhos com o uso da tecnologia no campo.
A aplicação de maturadores na fase final da lavoura de cana-de-açúcar é uma técnica consagrada para interromper o crescimento vegetativo da planta e aumentar a concentração de açúcar nos colmos. Mas um fator tem feito toda a diferença nesse processo: a forma como esse produto é aplicado.
A tecnologia de pulverização com drones vem demonstrando resultados superiores quando comparada à aplicação tradicional com avião.
“Há diversos maturadores no mercado, mas a eficiência está ligada diretamente à forma de aplicação. E com o drone, conseguimos maior deposição do produto e menor perda por deriva”, destaca Pedro Amorim, coordenador de tecnologia agrícola do Campo Digital Coopercitrus.
Mais ATR, mais resultado
Nos testes realizados em agosto de 2023, em propriedades do interior paulista, o drone superou o avião em diferentes comparativos:
- Fazenda São Francisco (SP): aumento de 5,75 kg de ATR por tonelada
- Fazenda Alvorada (SP): ganho de 3,56 kg/T
- Fazenda São João (SP): ganho de 0,39 kg/T
Na Fazenda Pau D’Alho, também em Bebedouro, duas áreas vizinhas foram comparadas: no talhão Curumim, a aplicação foi feita com avião; no talhão Biloria, com drone e avião. O resultado foi um incremento de 3,73 kg de ATR por tonelada, representando um ganho de R$ 42.968,48 em 100 hectares, com base no valor do ATR de R$ 1,2126.




Por que a aplicação de drone faz diferença?
O diferencial da aplicação por drone está na forma como o produto atinge a planta:
- Maior penetração: o ar gerado pelas hélices empurra as gotas para dentro do dossel da cana;
- Menor perda: a deriva é menor que no avião, que pulveriza em velocidade maior e depende da queda por gravidade;
- Mais uniformidade: mesmo em terrenos irregulares ou de difícil acesso;
- Mais flexibilidade: o drone pode operar logo após chuvas, quando máquinas terrestres não conseguem entrar.
“Em diferentes áreas e condições, os drones apresentaram resultados melhores. Isso tem se repetido de forma consistente”, afirma Paulo Bucci, especialista do Campo Digital Coopercitrus.
Capacidade de aplicação dos drones
Hoje, os principais modelos disponíveis no mercado já atendem com eficiência áreas comerciais:
“Um autopropelido pode custar mais de R$ 2 milhões. Um drone T100 custa até R$ 300 mil e entrega uma área diária parecida. A relação custo-benefício é muito atrativa”, destaca Paulo Bucci.
O drone se mostrou uma opção viável para médias e grandes áreas, com destaque para a flexibilidade de operação e o baixo custo de entrada, se comparado a máquinas convencionais.
Capacidade média por modelo:
- T25: até 70 ha/dia
- T50: até 120 ha/dia
- T70P: até 140 ha/dia
- T100: até 180 ha/dia (com relatos de até 300 ha/dia em operações específicas)
Como acessar essa tecnologia
Todos os modelos testados estão disponíveis no Campo Digital Coopercitrus, que oferece suporte técnico completo para orientar o cooperado sobre o modelo ideal, a capacidade operacional, o manejo correto e os treinamentos necessários para a operação.
“O drone vem se consolidando como uma ferramenta fundamental. Com aplicação mais eficiente, ele melhora os resultados e ajuda o produtor a aproveitar melhor cada hectare”, conclui Pedro Amorim.
