Histórias de produtores mostram o propósito da Coopercitrus na cafeicultura familiar.
Com apoio da Coopercitrus, produtores transformam o trabalho familiar em resultados sustentáveis.
O cooperativismo é um dos pilares mais sólidos do agronegócio brasileiro. No ramo agropecuário, são mais de 1.170 cooperativas, reunindo 1,09 milhão de cooperados e gerando 268 mil empregos diretos, movimentando R$ 423,2 bilhões em receitas anuais. Quase metade da produção agrícola nacional passa por cooperativas, que desempenham papel essencial no fortalecimento do campo. Os dados são do Anuário Coop 2025 (dados de 2024), liderado pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras).
Para o produtor rural, a cooperativa é o caminho para ter acesso a crédito, tecnologia, insumos e mercados que, sozinho, dificilmente seriam alcançados nas mesmas condições. Prestes a completar 50 anos em 2026, a Coopercitrus mantém sua essência: oferecer soluções integradas para que o cooperado cresça como um todo, fortalecendo não apenas a produção, mas também as famílias e comunidades ligadas ao campo.
Como a Coopercitrus chegou a Jacuí e região
A chegada da Coopercitrus à região começou em agosto de 2015, quando assumiu as atividades da Cooparaíso (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso) por meio de um protocolo de intenções.
O objetivo era salvar a cooperativa mineira, que enfrentava desafios, e garantir aos produtores locais a continuidade do suporte cooperativista.
Desde então, a Coopercitrus passou a oferecer aos produtores da região:
| Assistência técnica especializada |
| Fornecimento de insumos e máquinas agrícolas |
| Serviços de armazenagem e comercialização de café |
A operação também marcou a expansão da Coopercitrus para uma das áreas mais relevantes da cafeicultura no país.
No sudoeste de Minas Gerais, a presença da Coopercitrus em Jacuí é a prova clara do impacto do cooperativismo na vida dos produtores. Ali, as histórias da cooperativa se entrelaçam com as histórias de vida de seus cooperados, mostrando que a união é o caminho para a prosperidade.
Para o gerente da unidade, Daniel Pavan, o papel da Coopercitrus vai muito além do fornecimento de insumos, tecnologia ou crédito. “O produtor sabe que seu café será guardado exatamente como ele entregou. A Coopercitrus não descaracteriza o café do produtor, gerando com isso credibilidade e confiança. É um compromisso com cada história, cada semente plantada, cada grão colhido”, afirma.
A filial atende mais de 770 cooperados — a maioria de Jacuí, mas também de cidades vizinhas, e oferece serviços como assistência técnica, análises de solo, e produtos que vão de fertilizantes e defensivos, além de máquinas, implementos e soluções de agricultura de precisão. Tecnologias como drones já fazem parte do dia a dia, especialmente nas áreas montanhosas. O armazenamento e a comercialização do café, aliados às operações de barter, permitem que os produtores troquem parte da produção por insumos ou máquinas com segurança e transparência.
Em 2024 a filial teve um crescimento de 39,76% comparado ao ano de 2023. Em 2025, o avanço já chega a 28,30% (comparado ao mesmo período de 2024). No mesmo caminho de crescimento, o recebimento de cafés na filial saltou de 54.755 sacas em 2023 para 73.940 sacas em 2024, resultado do trabalho próximo ao cooperado, do incentivo à adoção de novas tecnologias e da atenção constante às lavouras. “Eles participam das assembleias, marcam presença nos eventos e discutem os rumos da cooperativa. Aqui, cada produtor realmente se sente dono da Coopercitrus. Isso nos enche de orgulho”, resume Pavan.

Legado familiar
A paixão pelo café atravessa gerações na família de Mariza Mara Pereira e Jean Carlo Pereira. Na Fazenda Perobas, em Jacuí, o casal construiu uma história marcada por dedicação e visão de futuro em seus 15 hectares de café das variedades Catuaí Amarelo e Catuaí Vermelho. A propriedade, localizada a uma altitude de 1.100 metros, é considerada favorável para a produção do grão.
Mariza recorda que a sua história com o café começou com seu pai, que comprava e transportava o produto para Itaú de Minas. “Ele sempre me dizia que o café é um produto abençoado, e eu não tenho dúvida disso”. Foi ao lado de seu marido, Jean, que o café se tornou a principal fonte de sustento da família. “Começamos a plantar café. Era tudo manual, muito difícil, mas uma paixão nasceu ali”. O casal entende que o café não tem preço, mas sim valor, e representa a história de luta e dedicação da família.
A sucessão familiar e a educação dos filhos são prioridades. Mariza e Jean, juntamente com o filho Pedro Lucas, são cooperados individualmente, o que demonstra a importância da união familiar e do planejamento para o futuro da propriedade. “Ensino a ele que sucessão familiar não é só transferência de bens, mas também saber gerir o negócio”. Para aprimorar os conhecimentos, a produtora fez cursos promovidos pela Coopercitrus e outras instituições. “Esses cursos abrem os olhos. Precisamos capacitar a próxima geração, passar conhecimento e amor pelo que se faz. Não é só recurso financeiro, é legado”, reforça a cooperada.
A relação com a Coopercitrus é um ponto importante para o casal. “A Coopercitrus não é só uma cooperativa. É uma parceira que nos apoia, nos incentiva, se preocupa com o nosso produto, com o produtor, com a família do produtor”. Mariza destaca que a cooperativa oferece assistência técnica, análises de solo e folha com equipamentos de última geração e busca negociar melhores preços para insumos e para o produto final. “Eu torço, eu quero que a Coopercitrus cresça mesmo. A Coopercitrus crescendo, a gente cresce junto”.
Tecnologia e união
No coração de Jacuí, o Sítio Rezende guarda décadas de dedicação à cafeicultura, construída sobre trabalho duro e união familiar. À frente da propriedade de 40 hectares, João Aparecido Rezende cultiva uma história de persistência iniciada ainda na infância. “Comecei a trabalhar aos cinco ou seis anos, acompanhando meu pai na lavoura. Era uma vida simples e difícil, mas sempre de muito trabalho”, recorda.
A trajetória como produtor independente começou em 1988, já casado, com o plantio de oito mil pés de café. Ao longo dos anos, ampliou a área cultivada com novas terras, incluindo uma herança da esposa, até chegar aos atuais 120 mil pés, cultivados em parceria com os três filhos, que também têm suas próprias lavouras. “O que é meu é deles, e o que é deles é meu. Todos se ajudam”, resume, destacando que a cooperação dentro de casa é tão forte quanto no campo.
Antes da chegada da Coopercitrus à região, as dificuldades eram muitas: transporte limitado, falta de estrutura para armazenamento e ausência de assistência técnica contínua. Hoje, a realidade mudou. “Temos acesso à assistência técnica, orientações e apoio sempre que precisamos. É uma parceria que nos dá mais segurança e perspectivas para crescer, mesmo sabendo que no campo nada é fácil”, afirma. João utiliza tecnologias como drones para aplicação e mapeamento de lavouras, além de serviços como análises de solo e seguro agrícola, ferramentas que ajudam a reduzir custos e otimizar mão de obra.
Para João, a relação com a cooperativa é marcada pela proximidade e pela confiança. “Sem a ajuda da cooperativa e da assistência de toda a equipe, não seria possível manter a produção como temos hoje”, diz. Fiel cooperado, deposita seu café na cooperativa e mantém um diálogo constante com os técnicos e gestores. A parceria, segundo ele, é um elo de confiança e de construção conjunta do futuro da cafeicultura na região.
Dedicação e crescimento
Há duas décadas, Hércio Aguiar encontrou no café a oportunidade de transformar sua vida. Filho de trabalhador rural, começou cedo ajudando o pai nas lavouras, aprendendo, na prática, que o sucesso exige perseverança e dedicação diária. Com esforço e determinação, conquistou sua primeira propriedade de apenas cinco hectares, marco inicial de uma trajetória de crescimento sustentável. “Foi dessa lavoura que consegui recursos para comprar outro sítio e ampliar a plantação. O café me alavancou”, conta.
Em 2024, decidiu renovar a lavoura mais antiga, plantada há cerca de 20 anos. O resultado surpreendeu, com uma brotação vigorosa e produtividade estimada em 58 sacas por hectare, mesmo diante da chuva de granizo que danificou parte das folhas.
“Acredito que não vai comprometer muito a próxima safra. Estamos otimistas para o que vem pela frente”, afirma, confiante na resiliência da lavoura e no trabalho de manejo.
Parte desse otimismo vem da parceria com a Coopercitrus, que Hércio considera fundamental para o seu crescimento. Ele destaca o atendimento próximo e a eficiência da equipe da filial de Jacuí, liderada pelo gerente Daniel Pavan. “Sempre que preciso, é só ligar. Tem alguém disponível para atender e ajudar. A assistência técnica foi essencial para alcançar essa produtividade”, afirma. Além do suporte da cooperativa, Hércio também valoriza a integração com empresas parceiras, que contribuem para a qualidade da produção.
Fiel cooperado, Hércio afirma que recomenda a Coopercitrus a qualquer produtor que busque crescimento e segurança. “Caminhamos lado a lado e, graças a Deus, seguimos colhendo bons resultados. É uma verdadeira parceira”, reforça.
Produção de excelência
Marcos Donizete de Oliveira, conhecido como Marquinhos na região, cresceu respirando cafeicultura. O pai, apesar de viver em uma área de baixa altitude, nunca deixou de plantar, mesmo diante de frustrações. Mais tarde, ao adquirir terras em região mais alta, voltou a investir no café, caminho que o filho seguiu, mantendo viva a tradição familiar. Ao se casar, surgiu a oportunidade de plantar nas terras do sogro.
A vida no campo trouxe desafios marcantes, como uma forte seca que prejudicou parte das lavouras. Foi nesse momento que Marquinhos percebeu o peso de ter uma parceira sólida. Com tecnologia, assistência técnica especializada, crédito, maquinário e insumos de qualidade, a Coopercitrus se tornou presença constante no seu dia a dia. “Sempre que precisei de um implemento ou financiamento, recebi opções como a troca de café ou projetos enviados diretamente ao banco pela cooperativa. Isso fez toda a diferença”, conta.
A confiança se consolidou não apenas em momentos críticos, mas na rotina da produção. Hoje, Marquinhos adquire praticamente todos os insumos, fertilizantes e até ração animal pela cooperativa. A fidelidade se traduz em parceria: “É uma cooperativa que apoia o produtor no que for preciso. Indico sem pensar duas vezes”, afirma.
Para ele, o relacionamento vai além das transações comerciais; é ter alguém que esteja presente. “Tive um problema na seca e a cooperativa me ajudou a renegociar de forma justa. Isso é parceria de verdade”, reconhece. Marquinhos resume sua experiência em uma frase: “A Coopercitrus é muito importante para nós, produtores, e eu só tenho a agradecer.”

Dedicação à cafeicultura
Na região da Boa Vista o café é uma herança de vida. Samuel de Assis Cintra Arantes cresceu entre as lavouras, ajudando o pai desde a infância e aprendendo cedo que cada grão exige dedicação. “Desde pequeno eu acompanhei meu pai na lavoura. Aprendi que nada vem fácil, que cada etapa exige esforço e atenção. A cafeicultura não é para amadores, é preciso trabalhar duro e aprender todos os dias”, diz. Hoje, administra 32 hectares de café ao lado do filho e da esposa, transformando tradição familiar em produção de qualidade e sustentabilidade.
A relação com a Coopercitrus é parte central dessa trajetória. Ele a define como “parceira muito boa e fundamental” para o dia a dia. Para ele, a cooperativa não fornece apenas insumos, mas também garante assistência técnica e apoio ágil, sempre pronta para buscar soluções quando um produto ou serviço é necessário. “Usamos tudo da Coopercitrus. É só aqui que compramos produtos e recebemos orientações técnicas. É uma segurança enorme para o nosso dia a dia”, afirma.
Nos últimos anos, o produtor vem adotando tecnologias recomendadas pela equipe técnica da cooperativa, como o adubo de liberação lenta e o GeoFert, que reduzem a quantidade de aplicações e aumentam a eficiência no manejo. Essa modernização busca não só elevar a produtividade, mas também garantir a qualidade do café produzido. “A cooperativa está sempre junto, buscando inovação e pensando no nosso futuro”, destaca.
A parceria construída ao longo dos anos reforça o espírito cooperativista vivido em Jacuí: proximidade, confiança e crescimento conjunto. No caso de Samuel, essa relação se traduz em resultados concretos, com lavouras mais produtivas, manejo mais eficiente e a certeza de que, no campo, ninguém precisa caminhar sozinho.
Soluções que fortalecem o cooperado
Na Coopercitrus, os cafeicultores têm acesso a:
| Insumos – fertilizantes, defensivos químicos e biológicos, adubos, combustível etc. | Seguros – proteção para lavouras, máquinas, vida e patrimônio. |
| Armazenagem e comercialização com transparência e rastreabilidade. | Tecnologia do Campo Digital – drones, piloto automático, GeoFert, mapeamento e soluções de precisão. |
| Máquinas e equipamentos – ampla variedade de produtos e marcas. | Assistência técnica em campo – acompanhamento de agrônomos e especialistas. |
| Operações de barter – possibilidade de trocar café por insumos, máquinas e implementos. | Programas de capacitação – treinamentos e cursos para atualização técnica. |
| Crédito rural competitivo – financiamentos via Fincoop e demais instituições financeiras. | Incentivo à sucessão familiar – apoio à formação e inserção de jovens no comando das propriedades. |
A cooperação como caminho
- 1.172 cooperativas agropecuárias no país
- 1,09 milhão de cooperados
- 268 mil empregos diretos
- R$ 423,2 bilhões em receitas anuais
- R$ 7,58 bilhões em sobras distribuídas
Segundo estudo da FIPE, cada R$ 1 investido por cooperativas retorna R$ 2,92 à sociedade em forma de salários, tributos, produção e valor adicionado. A presença cooperativa está associada a uma renda per capita cerca de R$ 5.100 a mais nas regiões onde atuam.
As cooperativas também impulsionam o desenvolvimento regional ao promover geração de renda, inclusão social e capacitação. São fundamentais para o fortalecimento socioeconômico do país.
Fonte: Anuário Coop2025 – Dados de 2024



