A quarta edição do programa da Coopercitrus reúne 13 jovens e reforça que a sucessão no campo não acontece por acaso; ela se constrói.

O agro brasileiro está evoluindo e, a cada safra, fica mais tecnológico, mais profissional e mais competitivo. Mas uma pergunta continua ecoando dentro de muitas propriedades rurais: quem vai assumir o negócio amanhã?
A sucessão familiar deixou de ser uma transição natural entre pais e filhos. Hoje, ela exige preparo, visão estratégica e entendimento de mercado. É diante desse cenário que a Coopercitrus consolida o Programa Jovem Cooperado, que chegou à sua quarta edição reunindo 13 filhos e dependentes de cooperados em uma imersão prática durante as férias universitárias.
Mais do que um estágio, o programa é uma resposta a um dos grandes desafios do setor: garantir continuidade com profissionalismo.
Sucessão não é herança é preparo

Durante o período de imersão, os jovens passaram por áreas estratégicas da cooperativa, como agricultura de precisão, suporte técnico no campo, loja agropecuária, marketing e oficina.
A experiência mostra que o agro moderno não se baseia apenas na produção. Exige gestão, tecnologia, análise de dados, estratégia comercial e organização financeira.
O presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, Matheus Marino, reforça o papel estratégico da iniciativa.
“O programa desenvolve e apoia a sucessão dentro das atividades agropecuárias do nosso cooperado. Mostramos, na prática, o que a cooperativa faz no dia a dia e ampliamos a visão dessa juventude sobre o agro moderno.”
Ao circular por diferentes setores, os jovens entendem como a cooperativa atua como parceira estratégica do produtor, oferecendo suporte técnico, soluções financeiras, inovação e acesso a mercado.
Eles deixam de enxergar apenas a propriedade e passam a enxergar o sistema.
O perfil da nova geração

A quarta edição reuniu estudantes de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A maioria é da Agronomia, mas há representantes de Agricultura de Precisão, Engenharia de Produção, Geografia e Medicina Veterinária.
O dado é revelador. O sucessor de hoje não é apenas produtor. Ele precisa ser gestor, analista, estrategista e líder. O campo tornou-se multidisciplinar, e a formação da nova geração acompanha essa transformação.
Participantes da 4ª edição
João Vitor Delgado de Lima – Agronomia – Bebedouro (SP)
Guilherme Toler Scavroni – Agronomia – Campinas (SP)
Francisco Rezende – Agronomia – Uberlândia (MG)
Isabella Peres Moretto – Agricultura de Precisão – São Paulo (SP)
Vinicius de Paula Garcia – Agronomia – Jeriquara (SP)
Amanda Toledo Alves de Souza – Geografia – Bebedouro (SP)
Nilson Luiz Sevilhano Neto – Agronomia – Dracena (SP)
Henrique Tega Rossetti – Engenharia de Produção – Ribeirão Preto (SP)
Francisco Eduardo Boissoni Ogata – Agronomia – Taquaritinga (SP)
Lucas Ferreira Momente – Agronomia – Itumbiara (GO)
Evelyn Ribeiro – Agronomia – Itápolis (SP)
Ana Lívia Boldrini – Medicina Veterinária – Bebedouro (SP)
Vitor Carvalho Aidar – Agronomia – Vista Alegre do Alto (SP)
Quando a teoria encontra a realidade
Para Evelyn Ribeiro, estudante de Engenharia Agronômica, o programa representou o primeiro contato estruturado com a dimensão organizacional do agro.
“Na faculdade aprendemos teoria, mas não vemos o dia a dia do produtor. Durante o estágio, consegui entender melhor os desafios e o papel da cooperativa.”
A vivência na loja revelou a lógica comercial por trás da produção. No campo, ela acompanhou realidades diferentes da propriedade da família.
O aprendizado foi além da técnica. Foi estratégico.
Posicionamento de futuro

Aline Araújo, estudante do último ano de Engenharia Agronômica, conheceu o programa por meio da universidade.
“Quando entrei, percebi o tamanho da Coopercitrus e as oportunidades que ela oferece.”
A experiência ampliou sua visão sobre a dimensão do cooperativismo e sobre as possibilidades de carreira no setor.
“Nunca tinha entrado em um bananal. Conheci novas realidades e entendi melhor os desafios de cada atividade.”
O que está em jogo

A sucessão não estruturada é uma das principais causas da fragilidade patrimonial no campo. A sucessão planejada, por sua vez, fortalece o negócio, profissionaliza a gestão e protege o legado familiar.
Ao investir na formação da nova geração, a Coopercitrus não está apenas capacitando jovens. Está fortalecendo propriedades, protegendo patrimônios e garantindo competitividade.
Em julho de 2026, novas vagas serão abertas.
A pergunta permanece: O seu sucessor está sendo preparado para liderar o agro que já começou?

