Evento realizado em 10 de abril, na Fundação Coopercitrus Credicitrus e Cooperfam, marcou a 7ª edição da Expo Limão e o 26º Dia do Limão Tahiti com debates técnicos, inovação e fortalecimento do setor

A sétima edição da Expo Limão, realizada em 10 de abril, marcou também o 26º Dia do Limão Tahiti, reunindo produtores rurais, especialistas e profissionais da citricultura em um ambiente voltado à troca de conhecimento, inovação e oportunidades para o setor. O evento foi promovido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com apoio da Fundação Coopercitrus, Credicitrus e Cooperfam, consolidando-se como um dos principais encontros técnicos da cadeia produtiva do limão.
Com uma programação diversificada, a Expo Limão teve como objetivo promover debates técnicos, apresentar atualizações sobre manejo e mercado, além de fortalecer a citricultura em um cenário estratégico de desenvolvimento. Durante o encontro, palestras com especialistas abordaram temas ligados à tecnologia, produtividade e tendências de mercado.
Um dos momentos mais marcantes do evento foi o lançamento do livro da Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro, considerado um importante marco para a pesquisa da citricultura brasileira. Também foi realizada a assinatura do termo de uso da Fundação Coopercitrus, Credicitrus e Cooperfam.

A abertura oficial contou com a presença de autoridades e lideranças do setor, como o coordenador do Instituto Agronômico, Marcos Landa; o presidente da Fundação Coopercitrus, Credicitrus e Cooperfam, Matheus Marino; o vice-presidente do Conselho de Administração, José Geraldo da Silveira Mello; e o diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Dirceu Matos Júnior.

O presidente da Fundação, Matheus Marino, destacou a relevância do evento e da cultura do limão para o agronegócio. “Esse evento é extremamente importante para o setor, pois reúne conhecimento técnico, inovação e discussão sobre o futuro da cultura. Esse é um espaço de 112 hectares voltado à pesquisa, extensão e capacitação, onde levamos conhecimento aos mais de 40 mil associados. Aqui, unimos o que há de mais avançado na pesquisa com a prática do agricultor”, explicou.
Segundo Marino, o limão tem papel estratégico na geração de renda e emprego no campo.“ É uma cultura que agrega valor por hectare e gera muitas oportunidades. Em um cenário onde a maioria dos produtores é de pequeno e médio porte, alternativas como essa são fundamentais para o desenvolvimento da cadeia produtiva. O país é extremamente competitivo, desenvolve novas tecnologias e vem ganhando espaço no mercado interno e internacional. Além disso, é uma cultura muito associada à saúde, o que reforça seu potencial a longo prazo”, disse.
O diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Dirceu Matos Júnior, ressaltou a trajetória do evento e a força da cadeia produtiva. “São 26 anos de esforços para mostrar que essa é uma cadeia forte, que continua gerando bons resultados. É emocionante ver a evolução desse trabalho ao longo dos anos”.
Ele também elogiou a estrutura da Fundação e o avanço do setor. “O que está sendo construído aqui é de grande valor. É um espaço que fortalece o conhecimento e contribui diretamente para o desenvolvimento da citricultura”, completou.

Ele também destacou o papel do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) no desenvolvimento do agro brasileiro.
“O Instituto Agronômico, que em breve completa 139 anos, foi o primeiro instituto de pesquisa agrícola da América Latina. Há mais de 100 anos desenvolvemos estudos com citros, contribuindo diretamente para a evolução da citricultura no país”, ressaltou.
A programação incluiu ainda painéis técnicos, como o que abordou o cenário e os desafios do limão Tahiti no mercado global, com participação de especialista internacional.
A Expo Limão 2026 reforçou, mais uma vez, a importância da integração entre pesquisa, tecnologia e produtores, consolidando Bebedouro como referência nacional no setor citrícola.


