Victor Campanelli compartilha sua trajetória, fala sobre sucessão familiar e reforça a importância da governança e da Coopercitrus como agente de transformação no setor

A história de Victor Campanelli com a Coopercitrus é também a história de sua família. Neto de um dos primeiros cooperados da Coopercitrus, ele cresceu com o espírito do cooperativismo no campo. Hoje, em seu segundo mandato no Conselho de Administração, representa uma nova geração de lideranças. “É uma honra fazer parte da Coopercitrus como cooperado, desde a época do meu avô. Eu e minha família temos essa alma cooperativista”, destaca.
Formado em Administração de Empresas, Victor levou para o agro uma bagagem construída fora da porteira. “Eu não fui pelo caminho óbvio de ser agrônomo ou veterinário. Quis agregar de uma forma diferente dentro da nossa empresa. Estudei Administração em São Paulo, trabalhei no mercado financeiro, em multinacional. E eu acho que trabalhar, ter experiência, faz uma diferença grande na formação da gente”, conta.
Desde 2006 ele está à frente do Grupo Campanelli, onde hoje ocupa o cargo de CEO. As atividades do grupo abrangem culturas como cana-de-açúcar, pecuária de corte e nutrição animal, incluindo a Tecnobeef, empresa referência no setor. “Tento sempre me atualizar, estudar, para ser um profissional melhor e entregar mais nas empresas”, diz o conselheiro, que é reconhecido por sua atuação inovadora.
Victor também é um exemplo de sucessão familiar bem-sucedida no campo. “Sou da geração do meu avô, mas tive a oportunidade de aprender muito com meu pai, que ainda trabalha comigo. Essa troca entre gerações é muito rica“, afirma.
Esse mesmo equilíbrio entre juventude e senioridade, segundo ele, está presente no Conselho da Coopercitrus. “É muito legal o jeito que o Conselho foi desenhado. A gente tem conselheiros mais jovens e outros com muita vivência. Essa diversidade é enriquecedora. É um Conselho deliberativo que acompanha mês a mês os resultados, analisa os projetados e os realizados, e contribui com visão estratégica”, analisa.
Para o conselheiro, a Coopercitrus se destaca pela governança e por seu compromisso com o produtor. “Eu rodo bastante e vejo a Coopercitrus como uma cooperativa vanguardista. Nosso papel no Conselho é cuidar, fiscalizar, mas de forma colaborativa com a Diretoria Executiva, sempre olhando para o presente e para o futuro da cooperativa”, observa.
Além da gestão, Victor vê na Coopercitrus um diferencial importante na extensão de conhecimento ao produtor. “A cooperativa não é só fornecedora de produtos ou máquinas. Talvez seja a única que faz esse trabalho de levar conhecimento até o produtor. Agricultura de precisão, irrigação… Às vezes não é o que dá retorno imediato para a cooperativa, mas o que gera resultado real para quem está na lavoura”.
Ele conclui com sua visão sobre o propósito do sistema cooperativista: “Às vezes, não é comprar mais barato um produto que vai trazer resultado. Se você tiver mais produtividade, aí sim vem o resultado do campo. Aqui a gente se sente dono, se sente parte”, aponta o conselheiro.






