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 Ácaro texano dos citros: desfolhador que desloca o purpúreo

Escrito por Prof. Santin Gravena

A presença do Ácaro Texano dos citros, Eutetranychus banksi, vem aumentando em nossos pomares. Como na Florida, o aumento desse ácaro corresponde à diminuição da ocorrência do ácaro purpúreo também aqui. Ácaros adultos são verdes bronzeados com manchas verdes escuras na parte superior e lateral do corpo. Os machos são mais afilados que as fêmeas e têm pernas muito mais longas. As fêmeas são ovais e são mais planas do que o purpúreo. Ovos, tendem a ser postos ao longo das nervuras centrais das folhas e secundárias. Somente em altas infestações é que se espalham por toda folha.

Os ovos são um pouco achatados, desuniforme na cor que variam de amarelo quando colocado a um marrom-avermelhado antes da larva eclodir. Larvas recém-eclodidas vão de amarelo-claro ao bronzeado, com pernas claras, enquanto as ninfas (protoninfas e deutoninfas) são semelhantes aos adultos. A duração do ovo ao adulto, varia de cerca de 30 dias a 15°C e 10 dias a 32°C. Uma fêmea pode produzir até 37 ovos a temperatura de 28°C. A razão-sexual desse ácaro é fortemente tendenciosa para as fêmeas. As fêmeas são mais de 80% da população sob 20 e 30°C. Um macho fica perto de uma fêmea na fase de deutoninfa (“pupa”) esperando-a emergir para acasalá-la.

O Ácaro Texano alimenta-se principalmente da superfície superior da folha, atingindo com as quelíceras o mesófilo foliar destruindo clorofila, diferente dos ácaros da ferrugem e branco que somente raspam a superfície. Podem causar manchas pontilhadas significativas e queda de folhas que podem levar à queda de frutas. Os danos mais graves coincidem com elevação da temperatura, seca e deficiência de irrigação. Os danos geralmente começam no topo das árvores e descem pela copa à medida que a colheita se aproxima. A queda de folhas tem característica única, pois o limbo foliar cai, mas o pecíolo permanece na planta.

O controle biológico natural é feito por vários predadores e pelo ácaro predador Euseius spp. E pelo fungo Neozygites floridana que com alta umidade causa epizootia além do efeito direto da chuva que lava a folha. Essa epizootia, nós podemos provocar aplicando os fungos comerciais cujo principal produto disponível é o Isaria fumosorosea (Challenger). Qualquer acaricida usado contra o ácaro da leprose pode controlar este ácaro. No MEP podemos empregar o novo sistema de amostragem que é examinar uma folha/ramo, na altura mediana ou superior da copa em, 3 ramos da planta com folhas quase madura e 3 ramos com folhas recém maduras, contando os ácaros fêmeas existentes. Considerar % de folhas atacadas quando ocorrer 5 ou mais ácaros/folha. O nível de não-ação é quando 2-3 ácaro pragas estiver disponível para cada ácaro predador presente.

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