CULTURAS

Artigo Técnico: Estria Vermelha

Autores: Time Desenvolvimento Técnico de Mercado Cana-de-Açúcar – Coopercitrus
Cristiano José do Amaral
Fábio Cordeiro Silva
Raphael dos Santos Alves

A Estria Vermelha é uma doença causada pela bactéria Acidovorax avenae subsp. Avenae, a qual é muito agressiva e sua disseminação é muito rápida. É possível observar dois tipos de sintomas que podem ocorrer concomitantemente, sendo as estrias finas e longas de cor avermelhadas paralelas à nervura central das folhas e a podridão de topo, que é a infecção do colmo e das gemas. Nesse caso, um odor forte e desagradável poderá ser sentido nas proximidades do canavial.
A presença das estrias nas folhas causam redução da área fotossintética e senescência precoce das folhas, ocasionando em perdas de produtividade (TCH) e também de qualidade da matéria prima (ATR).

Sintomas

Estrias longitudinais finas e longas, paralelas à nervura central, tanto na face inferior quanto na face inferior das folhas

Exsudação bacteriana: é possível observar (principalmente na face inferior das folhas) “escamas” de coloração branca, que são as secreções bacterianas.

Podridão de topo: ao ser levada pela água até o meristema apical da planta, a bactéria se desenvolve e apodrece o meristema, descendo para o colmo e acarretando a morte do perfilho. Esse desenvolvimento da bactéria no colmo causa um cheiro característico de podridão.

Condições de Desenvolvimento e Disseminação


No período de maior desenvolvimento da cana (outubro a março) é justamente o período em que as condições climáticas são favoráveis para o desenvolvimento e disseminação da bactéria: Temperaturas acima de 28ºC e umidade acima de 80%.
A bactéria é disseminada facilmente pela água (chuva ou irrigação), orvalho e vento, podendo alcançar longas distâncias.

Método de Controle


Apesar de várias variedades de cana estarem apresentando os sintomas da doença, a utilização de variedades resistentes é importante. Além disso, uma forma de controle eficaz é a utilização de fungicida e bactericida à base de oxicloreto de cobre junto com o micronutriente Boro, aplicados via foliar nos períodos de infestação da doença. A utilização do oxicloreto de cobre pode ser associada ao controle biológico através da utilização do Bacillus amyloliquefaciens.

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