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Uso de drones de pulverização decola nas lavouras

A Coopercitrus acompanhou a evolução da tecnológica dessas aeronaves que permite que os agricultores alcancem mais eficiência no campo.

O uso de drones na agricultura tem se tornado cada vez mais comum e viável para os produtores rurais. Esses equipamentos permitem realizar aplicações de defensivos de forma precisa, rápida e econômica, além de fornecer imagens e dados que auxiliam na tomada de decisão e no manejo das lavouras.

A Coopercitrus, compreendendo as demandas crescentes por mais tecnologia e mão de obra qualificada para atuar no campo, é pioneira no mercado de drones agrícolas, oferecendo as melhores soluções em venda, manutenção, assistência técnica e capacitação para operação dessas aeronaves.

Fernando Camarim, gerente de serviço de tecnologia agrícola da Coopercitrus destaca que desde 2015, a Coopercitrus está na vanguarda no uso de Drones agrícolas, atuando na validação das tecnologias, testes e melhorias dos equipamentos e sistemas. 

“O uso de drones na agricultura representa um verdadeiro avanço, mas quando começamos não existia essa tecnologia embarcada que temos hoje. Trabalhamos no desenvolvimento e aperfeiçoamento dessa tecnologia em parceria com empresas de tecnologia para melhorar as soluções desses algoritmos, com o foco na obtenção de mais assertividade na imagem e validá-la com a realidade. Eram vários os desafios para encontrar um equipamento confiável que realizasse qualidade de aplicação”, conta o gerente.

Desde então, a cooperativa vem investindo em pesquisa, desenvolvimento e parcerias com empresas de tecnologia para aprimorar os equipamentos e os sistemas de controle e monitoramento dos drones.

Em 2018, através do Campo Digital, a cooperativa passou a prestar serviços de aplicação e pulverização com drones, atendendo a demanda dos produtores que buscavam mais eficiência e qualidade no controle fitossanitário. 

Com o aumento da procura e da popularização dos drones entre os cooperados, a Coopercitrus decidiu focar suas atividades na venda, na manutenção, na assistência técnica e na capacitação para operação dos drones, deixando de atuar na prestação de serviços de aplicação aérea com drone.

“A Coopercitrus foi a primeira no Brasil a fazer um plano de voo para fazer uma aplicação localizada com drone. Hoje, somos os maiores comercializadores de drone pela DJI, que é a maior fabricante de drones do mundo. Temos uma equipe especializada e treinada para dar todo o suporte aos nossos cooperados, desde a escolha do equipamento mais adequado para cada cultura e propriedade, até a instalação, a regulagem, a calibração, a operação e a manutenção dos drones”, afirma Camarim.

Vantagens x desafios

Os drones agregam diversos benefícios ao produtor rural, pois permitem realizar um manejo preciso, eficiente e sustentável das lavouras. Entre os benefícios, destacam-se o uso racional de insumos, a economia no consumo de água, a redução dos emissão de gases poluentes, o menor risco de contaminação e a exposição do operador. 

Júlio Rocha, coordenador de Tecnologia da cooperativa, considera que um dos principais benefícios dos Drones agrícolas é poder entrar na lavoura a qualquer momento. “O seu uso é indicado para todas as culturas e mesmo após as chuvas ou em culturas já desenvolvidas é possível utilizá-lo. Além disso, a inexistência de compactação do solo gera economia para o produtor. Sem o amassamento da cultura o produtor consegue colher mais”.

Outra vantagem apontada por Rocha é a otimização no uso de insumos. “A aeronave aplica o insumo na medida certa, pois chegamos no alvo sem gerar contaminação do solo, reduzindo o uso de água e contribuindo com o meio ambiente O produtor também economiza com combustível e com mão de obra”. 

Já a autonomia é um desafio a ser superado. “Precisamos entender que para algumas culturas é um desafio e para algumas temos autonomia suficiente. A bateria tem duração de 10 minutos de voo. Para quem faz uma aplicação de uma taxa de litros por hectare pode ser pouco para um tanque de 40 litros”.

“É importante ressaltar que o drone não é um substituto das ferramentas existentes, mas é um complemento para o produtor rural obter mais assertividade no campo com o melhor custo benefício”, complementa Camarim.

Outro desafio é a capacitação de mão de obra. “O nosso maior diferencial na comercialização é a capacitação de quem irá operar o equipamento e temos o compromisso que o cooperado tenha a melhor experiência”, afirma.

Entrega técnica

Para apoiar os produtores antes, durante e após a compra das tecnologias, a Coopercitrus oferece uma estrutura completa. Por meio do Campo Digital, a cooperativa conta com um time especializado para orientar os cooperados em relação à escolha das tecnologias mais viáveis para a sua realidade, além de oferecer suporte, treinamento e assistência técnica pós-venda.

A entrega técnica é realizada diretamente na propriedade dos cooperados, por uma equipe que oferece todas as orientações de uso e cuidados com o equipamento: “São três dias, em que explicamos todo o funcionamento da aeronave, desde como pilotar a manutenção básica. Nesta entrega o produtor coloca a mão na massa, pois é na prática que surgem as dúvidas, como é feito o mapeamento, se a condição do clima é ideal para aplicação, se o voo está baixo ou não, são regras que ele precisa saber”, salienta Rocha.

“A cooperativa quer estar ao lado do cooperado oferecendo todo o suporte. Não é apenas vender a aeronave, o nosso papel enquanto cooperativa é orientar e como trabalhamos na prestação de serviços aprendemos com os erros e acertos e trouxemos essa experiência para que o nosso cooperado tenha a melhor experiência”, conta gerente de serviço de tecnologia agrícola da Coopercitrus. 

Centro de Serviços Autorizado da DJI Agriculture no Brasil

Com objetivo de oferecer assistência técnica e fazer a manutenção dos Drones dos cooperados, a Coopercitrus inaugurou o primeiro Centro de Serviços Autorizado da DJI Agriculture no Brasil, com uma oficina completa e especializada. Localizada em Bebedouro, a unidade Campo Digital conta com técnicos certificados pela DJI Academy, peças originais de fábrica, serviços de revisão e processos de garantia para drones de pulverização e equipe de pós-venda dedicada ao treinamento e suporte técnico dos seus cooperados.

Capacitação para operadores

Junto da Fundação Coopercitrus Credicitrus, a cooperativa oferece aos cooperados o CAAR (Curso para Aplicação Aeroagrícola Remota), para capacitação e certificação operadores de drones de pulverização, que tem reconhecimento do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

“O curso é 100% presencial e a nossa carga horária é superior, diferente dos outros que existem no mercado. Ensinamos desde a legislação a prática, de como pilotar o drone. Mostramos como é o motor e que ele é controlado por uma hélice, além de abordar a função de cada componente. Se ele estiver pilotando e aparecer a mensagem: ‘Falha na S8’ o aluno saberá que o problema está na hélice e ele mesmo pode substituir se tiver a peça”, detalha Rocha, ressaltando que a formação oferecida pela cooperativa. Com duração de 37 horas.
A grade curricular investe tanto em conhecimento prático como teórico, abrangendo desde as especificações legais, boas práticas, toxicologia e normas de segurança, fatores meteorológicos que influenciam nas aplicações, apresentação de todos os detalhes do drone, prática com o drone e calda. Cada aluno faz pelo menos um plano e um voo exercitando preparo de solo, carregamento, tríplice lavagem, aquisição de dados meteorológicos.

Compra e consórcio

Para facilitar a aquisição dos novos Drones, o Consórcio Coopercitrus é uma forma de compra programada da tecnologia, com as melhores condições no mercado.

O uso de drones no agronegócio traz diversas vantagens para os produtores rurais. Além de ser uma tecnologia acessível, o drone permite uma análise mais precisa e detalhada da lavoura, possibilitando uma tomada de decisão mais assertiva.

  • Precisão: Os drones podem efetuar a aplicação de produtos em áreas bastante específicas da lavoura;
  • Eficiência no uso de produtos: Por ser mais preciso e poder ser rastreado por sistemas de GPS agrícola, a aeronave pode pulverizar diferencialmente em áreas contrastantes, gerando economia e aumentando eficiência do processo;
  • Redução no uso de água: As aplicações por drone geralmente utilizam cerca de 10 a 15 L de calda/ha, enquanto que máquinas terrestres necessitam aplicar 80 a 100 L/ha de calda;
  • Diminuição da compactação do solo e danos às plantas: O uso de drones não causa compactação do solo e nem danos de derrubada ou arranquio de plantas, comuns em outras técnicas;
  • Terrenos em declive ou com alta umidade de solo: As condições dos terrenos muitas vezes limitam a entrada de máquinas mais pesadas, o que não acontece com o drone.

Uso de drone otimiza custos na produção de tomate

Pioneiro no uso de drones para pulverização no tomate, o cooperado Murilo Ros Matheus aumenta a eficiência e economiza cerca de 30% nos custos com defensivos, com uma aplicação uniforme e sem desperdícios.

O uso de drones agrícolas surgiu como divisor de águas na produção de 80 hectares de tomate longa-vida do cooperado Murilo Ros Matheus. Ele é o primeiro da região de Monte Mor (SP) a usar um drone para pulverização na sua lavoura de tomate longa-vida. Com o suporte da Coopercitrus, ele adquiriu o DJI Agras T40, que trouxe uma série de benefícios para o seu negócio, como maior eficiência no controle de pragas, economia de tempo, redução de custos com defensivos e mão-de-obra.


Murilo gerencia 80 hectares de plantação ao lado do pai, João Odir Ros Matheus, que iniciou a atividade há 40 anos. O tomate é uma cultura tradicional na região, que produz um fruto de qualidade bem aceito pelo mercado. Mas, também é uma cultura sensível ao clima e a pragas, como broca-pequena, traça, ácaros, mosca-branca, tripes e pulgões. Para combatê-las, o cooperado mantém como rotina a realização de três aplicações semanais de defensivos.

 “A falta de mão de obra para trabalhar na lavoura era um dos nossos principais desafios e foi um dos motivos que nos levou a investir no drone. Antes, essas aplicações eram feitas manualmente. A cada meio hectare era necessário uma pessoa pulverizando. Eles andavam em média cinco quilômetros com EPI pesado, pulverizando com uma mangueira e levavam cerca de três horas para fazer o serviço”, conta o cooperado.

Diante desse cenário, Matheus decidiu buscar uma solução tecnológica que pudesse facilitar o seu trabalho e aumentar a sua produtividade. Ele fez uma vasta pesquisa de mercado e se interessou pelo drone de pulverização, que prometia uma aplicação mais rápida, precisa e uniforme. Porém, ele tinha algumas dúvidas sobre a viabilidade e a segurança do equipamento, especialmente em relação ao baixo volume de calda utilizado pelo drone.

“Não dava apenas para ser tentativas de acertos ou erros, pois se errássemos, o prejuízo seria muito grande”, salienta o produtor.

“O nosso medo era a aplicação do baixo volume realizada pelo drone e nestas pesquisas, conhecemos um professor que estudava a aplicação de drone. A nossa dosagem manual era de 800 a mil litros por hectare e com o drone para ser viável não podia passar de 80 litros por hectare. A nossa dúvida era se o produto iria diluir e se sua concentração não iria queimar a planta por ser pouco volume”, explica.

Para tirar essa dúvida, o cooperado iniciou pesquisas e entrou em contato com várias empresas, mas apenas a Coopercitrus aceitou o convite e realizou um teste de campo. Foi nesse dia que Murilo conheceu o drone DJI Agras T40, que se destacou pela sua performance e confiabilidade.

Matheus conta que a prestação de serviços da cooperativa foi um fator decisivo para investir na aeronave: “No dia que fizemos o teste já observamos sua eficiência e no outro dia fizemos o pedido. A Coopercitrus foi muito parceira e nos deu todo o respaldo. Eles nos deram um treinamento, nos ensinaram a operar o drone, nos deram dicas de manutenção e estão sempre à disposição para tirar qualquer dúvida. Se a cooperativa não tivesse vindo até a gente, não teríamos comprado e provavelmente estaríamos trabalhando manualmente até hoje”, afirma. 

Os benefícios concretos

Desde que começou a usar o drone, Matheus percebeu uma melhora significativa na qualidade da sua produção e na redução dos seus custos.”Com o drone tivemos economia de tempo e redução na contratação de mão de obra. Além disso, temos disponibilidade de entrar na lavoura em lugares que o autopropelido não consegue entrar após as chuvas e no dia que eu quiser”, destaca o produtor.

A padronização na aplicação de defensivos e a redução de custos com defensivos e mão de obra foram destacados pelo cooperado: “A concentração de produto é a mesma, mas como a eficiência aumentou em virtude dessa padronização, conseguimos ter uma redução de 30% nos custos com defensivos. Conseguimos o controle melhor e mais eficiente que os nossos vizinhos que aplicavam manualmente”, detalha.

Outro ponto de destaque é a pulverização de toda a área. “Isso inclui o carreador, a curva de nível e, até mesmo, o mato que fica na lateral da lavoura, que pode conter hospedeiros e pragas e manualmente não temos a mesma assertividade”.

Matheus se tornou uma referência para os outros produtores da região, que passaram a se interessar pelo drone e a procurá-lo para saber mais sobre a sua experiência. Ele diz que está satisfeito com a sua escolha e que pretende continuar investindo em tecnologia para melhorar o seu negócio. 

Mais uniformidade na cana-de-açúcar

O cooperado Marcelo Paro, produtor de cana-de-açúcar da região de Bebedouro (SP), compartilha sua experiência sobre o uso de drones na pulverização de cana-de-açúcar, destacando que o resultado foi muito melhor do que ele esperava, tanto em termos de qualidade quanto de produtividade.

“Além dele conseguir fazer tudo o que a gente imaginava, a qualidade da aplicação está sendo muito melhor do que um avião. Com isso, hoje a gente usa o drone para fazer a maturação de cana e o nosso Delta do ATR em relação aos anos passados melhorou, a gente acredita que boa parte disso veio da aplicação do drone”, afirma.

Ele explica que o drone tem algumas vantagens sobre o avião, como a possibilidade de fazer a aplicação sem deixar uma faixa de segurança para não afetar as outras culturas, e a maior uniformidade na distribuição dos produtos. “Quando você faz com o avião, você tem que deixar uma faixa de segurança para não afetar as outras culturas. Com o drone, a aplicação fica bem mais uniforme”, destaca.

Marcelo também ressalta o diferencial da assistência pós-venda da Coopercitrus na área de drone, que oferece um serviço de atenção próxima e capacitação para os cooperados que adquirem o equipamento. “Todo equipamento que a gente compra, a gente precisa ter o pós-venda, porque hoje não existe máquina ruim, não existe, existe pós-venda ruim”. Ele elogia a postura da cooperativa: “E é uma das coisas que a Coopercitrus costuma fazer bem”. 

BOX

Conheça as principais características dos Drones disponíveis na Coopercitrus 

DJI Agras T40:

  • Tanque de pulverização de 40 litros: Permite maior autonomia e cobertura de área.
  • Faixa de pulverização de 11 metros: Amplia a eficiência da aplicação.
  • Rendimento de pulverização de 21,3 ha/hora: Aumenta a produtividade.
  • Capacidade para maiores cargas, de até 50 kg: Versatilidade para diferentes aplicações.
  • Sistema duplo de pulverização atomizada: Garante uniformidade e precisão na aplicação.
  • Radar de matriz faseada ativo e visão binocular: Segurança e confiabilidade em voo.
  • Suporte a várias missões: Levantamento, mapeamento, pulverização e dispersão.


DJI Agras T10:

  • Tanque de pulverização de 10 litros: Versatilidade para pequenas propriedades
    Faixa de pulverização de 5 metros: Eficiente para aplicações precisas.
  • Rendimento de pulverização de 4 ha/hora: Aumenta a produtividade.
  • Leve e compacto: Fácil de transportar e armazenar.
  • Sistema de pulverização atomizada: Garante uniformidade e precisão na aplicação.
  • Radar de obstáculos: Segurança em voo.
  • Fácil de usar: Interface intuitiva e amigável.

Bateria de alta performance: Autonomia de voo de até 12 minutos.

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