Pela 6ª vez, a Coopercitrus publica seu Relatório de Sustentabilidade, com indicadores certificados que mostram o compromisso com o produtor, o meio ambiente e as pessoas
Sustentabilidade virou palavra comum. O que separa quem apenas fala sobre o assunto de quem realmente pratica são as ações mensuráveis, com dados verificados, auditados e organizados segundo padrões internacionais.
A Coopercitrus lançou a 6ª edição do seu Relatório de Sustentabilidade, com dados de 2025. O documento segue diretrizes internacionais, contempla o inventário de emissões de carbono pelo GHG Protocol Brasil e está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
“O cooperado consegue entender não apenas os resultados da cooperativa, mas como esses resultados impactam diretamente sua produtividade, renda e sustentabilidade”, explica Boris Wiazowski, Head de Sustentabilidade da Coopercitrus.
O que é o Relatório de Sustentabilidade?
Um documento anual que mostra, em números reais e verificados, como a cooperativa se comporta nas dimensões econômica, social e ambiental.
O relatório da Coopercitrus segue três padrões de excelência:
GRI — padrão global de transparência e relato corporativo
GHG Protocol Selo Prata — inventário de emissões de carbono, referente ao ano-base 2024
ODS — 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU
Resultados que chegam ao campo
Os números econômicos do relatório refletem a solidez da cooperativa, mas também o impacto direto na vida do produtor.
Em 2025, o faturamento chegou a R$ 9,26 bilhões, crescimento de 8,43% em relação ao ano anterior. A inadimplência caiu para 0,45%. As soluções financeiras da Fincoop foram ampliadas. E a incorporação da Cooparaíso foi concluída após dez anos de processo.
A Coopercitrus serve 41.670 cooperados, sendo que 9 em cada 10 são pequenos e médios produtores, exatamente o perfil que mais depende do suporte integrado da cooperativa para competir no agronegócio.
Coopercitrus em números — 2025
41.670 cooperados atendidos
90% pequenos e médios produtores
R$ 9,26 bilhões em faturamento (+8,43%)
Inadimplência: 0,45%
+600 profissionais no campo
3.297 colaboradores diretos
Energia: 70% renovável
A cooperativa avançou na adoção de fontes limpas. Em 2025, 70,3% de toda a energia consumida nas operações veio de fontes renováveis, com destaque para a usina fotovoltaica de Araxá (MG), que abastece 49 das 62 filiais mineiras com energia solar.
A matriz elétrica é ainda mais limpa: 96,4% de origem renovável.
A frota leve opera com etanol. Os processos industriais usam lenha nos secadores. E o uso de bioinsumos cresceu mais de 45% no período.
Carbono: inventário completo e certificado
A Coopercitrus realiza anualmente o inventário de emissões de GEE seguindo o GHG Protocol Brasil, em cinco categorias de reporte. Em 2025, conquistou o GHG Protocol Selo Prata, referente ao inventário do ano-base 2024, reforçando o compromisso com a gestão responsável das emissões.
As emissões de Escopo 2 (energia elétrica) caíram para 134 tCO2e, impulsionadas pela expansão da geração fotovoltaica. Foram reduzidas 123 tCO2e como resultado direto de iniciativas de eficiência logística, renovação de frota e telemetria.
Resíduos: 97% com destinação correta
Do total de 1.186,8 toneladas de resíduos gerados em 2025, apenas 30,1 toneladas foram para a disposição final. Mais de 97% receberam destinação ambientalmente adequada: compostagem, reciclagem, reaproveitamento ou coprocessamento industrial.
Entre os destaques: 587 toneladas de resíduos orgânicos foram compostas e a cooperativa ampliou a logística reversa de embalagens de agroquímicos.
Cooper Nascentes e Cooper Semear
Por meio da Fundação Coopercitrus Credicitrus Cooperfam, os programas ambientais têm impacto direto nas propriedades rurais.
O Cooper Nascentes superou a marca de 1.000 nascentes restauradas e atua na recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), protegendo recursos hídricos nas regiões de atuação.
O Cooper Semear acumula 436 hectares restaurados desde 2021 e produz anualmente cerca de 180 mil mudas de mais de 80 espécies nativas, abastecendo cooperados em mais de 109 municípios.
“A sustentabilidade está integrada ao modelo produtivo da cooperativa. Quando recuperamos recursos hídricos, incentivamos o uso eficiente dos insumos e investimos em inovação, estamos contribuindo para a produtividade e para a longevidade das propriedades rurais”, afirma Wiazowski.
Programas ambientais da Fundação FCC
Cooper Nascentes: +1.000 nascentes restauradas
Cooper Semear: 436 hectares restaurados desde 2021
180 mil mudas produzidas por ano
+80 espécies florestais nativas
+109 municípios atendidos
+240 produtores beneficiados
Biomas: Cerrado e Mata Atlântica
Tecnologia e pessoas: o agro que se transforma por dentro
O relatório também registra o avanço da cooperativa em inovação e desenvolvimento humano.
Ao todo, 925 operadores de drones foram capacitados, o SAP RISE foi implantado e as soluções do Campo Digital chegaram a mais propriedades, reduzindo desperdícios e melhorando a tomada de decisão dos cooperados.
Na área de pessoas, a Universidade Coopercitrus registrou 25 mil participações em cursos ao longo de 2025. Cada colaborador recebeu, em média, 19 horas de treinamento. E 20,8% das posições de liderança são ocupadas por mulheres, superando a meta de 18% do ano.
Pessoas em 2025
3.297 colaboradores diretos
19 horas médias de treinamento por colaborador
25 mil participações em cursos na Universidade Coopercitrus
20,8% de mulheres em posições de liderança
45 jovens no Programa Jovem Aprendiz
Por que isso importa para o cooperado?
Cooperativas com indicadores de sustentabilidade e certificações têm acesso facilitado a linhas de crédito diferenciadas, mercados certificados coe parcerias com tradings que exigem rastreabilidade socioambiental.
Para o produtor, isso se traduz em melhores condições comerciais, acesso a novos mercados e uma cooperativa mais sólida para enfrentar cenários adversos.
“As ações da Coopercitrus não tratam sustentabilidade como custo, mas como estratégia de produtividade e redução de risco. O objetivo é gerar ganhos concretos para o cooperado, fortalecendo sua competitividade e sua capacidade de enfrentar os desafios do futuro”, ressalta Wiazowski.







